"A floresta nunca foi o lugar mais assustador.
O mais assustador sempre foi o retorno."
Em 1492 havia uma ilha desenhada no Atlântico. Não existia. Em 1519 dois países assinaram um tratado sobre ela.
Colombo escreveu: cheguei. Estava às portas da Amazônia.
Hy-Brasil. Em gaélico. O nome veio antes do lugar.
Depois veio o lugar.
Depois vieram os que vieram.
Depois aconteceu o que aconteceu.
Depois viemos.
O Gothicus brasiliensis não é um estado — é um clima.
Herdamos o Tropicalismo, mas não o festejamos. O habitamos.
O Gothicus brasiliensis começa onde o Tropicalismo parou de dançar.
A tristeza é a prova dos nove.
E a sobrevivência, o Porto Seguro.
Emigrei. A ferida colonial não emigrou comigo. Ela já estava lá quando cheguei.
Cheguei ao mundo que inventou o Brasil — insula perdita.
Aqui desenharam nos mapas uma ilha abençoada que nunca existiu.
A bênção que produziu a ferida.
O Gothicus brasiliensis é o clima que viaja no corpo.
Não o lugar. O corpo.
O Gothicus brasiliensis não é um sistema de crenças — é um clima. E o clima responde perguntas.
O oráculo das criaturas usa o bestiário como baralho oracular. Cada criatura carrega um significado direta e invertido, mapeado nos quatro centros: intelecto, coração, criativo e material. Consulte uma carta do dia, faça uma tiragem de três ou a cruz celta completa.
As criaturas respondem. O que você faz com a resposta é seu.